IBOV produz um Cisne Negro 4 meses após detectarmos sua possível origem
- Márcio Lemos
- 24 de jan.
- 5 min de leitura
Espetacular o fechamento semanal do IBOV
Fechamento do IBOV ontem a 178.858, máxima da semana em 180.532, uma alta semanal de 8,5%, a 3ª Maior alta semanal desde a pandemia, configurando um forte rompimento de pivot no semanal, ao romper o antigo topo de 165.035
Em Março-2020, tivemos uma alta semanal de 9,4%
Em Abril-2020, alta semanal de 11,7%
Se voltarmos 18 anos, onde o IBOV passou por 3 grandes movimentos, Subprime, Bear-Market-Brasil e Pandemia, foi a 6ª maior alta semanal em todo período
Além das 2 citadas acima, a maior alta, nesse período de 18 anos, corresponde a out-2008, de 18,3%
Em Nov-2008, IBOV apresentou uma alta semanal de 17,15%, ambos com forte volatilidade, precedidas por quedas de 13,5% em out-08 e 12% em nov-08
Em Fev-2016, IBOV apresentou uma alta semanal de 17,96%, portanto, a 2ª maior alta semanal desde 2008
Todas marcadas nos retângulos abaixo

Quando vamos para o “IBOV em US$”, tivemos um fechamento ontem em 33.821, máxima na semana de 34.159, uma alta semanal de 10,2%, a 9ª Maior alta desde Mar-2009, período 17 anos
Nesse caso, a maior alta semanal corresponde a 26,2%, em fev-2016, pouco após o fundo do Bear-Market 2011-2016
Também todos marcados nos retângulos abaixo

São números impressionantes, mas o q mais chama atenção, principalmente quando olhamos o quadro macro do IBOV, 1º gráfico acima, todas as 5 maiores altas semanais nesses 17 anos foram obtidas em regiões de fundo, e o IBOV continuava a subir forte em seguida
O que vimos ao longo da semana, foi uma alta de 8,5%, a 6ª maior em 17 anos, em região de rompimento de topo
Aqui, certamente temos um Cisne Negro, uma expressão mais utilizada em crashes, aqui, um “crash ao contrário”
Começamos a desconfiar desse “Cisne Negro” já há alguns meses, mas aqui, aqui no espaço construído há poucos meses, alguns sinais claros de q ele estava cada vez mais próximo foram registrados em 4 “Estudos”, mas um em especial, foi determinante, o “Estudo” sobre o qual nos debruçamos em 19-09, e que voltaríamos a resgatá-lo 1,2 vezes depois
O “Estudo” buscava entender a força compradora q pudesse aparecer a partir do rompimento do divisor 26.500, divisor do “IBOV em US$”
Ao começarmos a desconfiar desse rompimento, destacamos uma analogia “inversa” vista no IBOV no Crash do Bear-Market 2011-2016, mais especificamente, a última grande perna de baixa
Ali, naquele Crash, uma faixa de suporte 45.000 havia sido defendida por 3 anos
No quadro em curso do “IBOV em US$”, de maneira “inversa”, o topo de 26.500 havia sido tocado-resvalado por 3-4 anos
Em setembro-2025, o divisor de 26.500 fora, finalmente, rompido
Então, nós decidimos escrever sobre esse “quadro” em 19-09-2025
Vamos resgatar em parte, e retornar em seguida
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“O divisor de 26.500 rompido hoje guarda relação com o 45.000 de 2011-2016
29.500, resistência acima é a última defesa antes de 44.000, uma defesa q, uma vez rompida, levará o índice em linha reta aos 44 k, com alguma correção rápida no meio do caminho”
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Voltamos....
O índice começou a avançar mais e mais....29.500, q não era tão fraco assim, foi rompido....ao chegar em 31.000....algum cansaço...foi quando resolvemos, novamente a escrever em 6-12-2025
Veja abaixo em azul parte do texto daquele dia.... depois, voltamos
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Bem....
No início de novembro último, tivemos a ida até 30.100, com fechamento semanal em 29.782
Nas 3 semanas seguintes, incluindo a semana fechada ontem, a tentativa de sedimentar o rompimento de 29.500, topo de 2019, antes do Crash-Pandemia, ambos movimentos marcados nos retângulos verdes
Na 5ª feira e ontem, toques em 31.064, q se transformou em bom divisor, por ser fundo de 2010, e topos de 2012 e 2013, marcados nos círculos pretos
E, ontem, uma reversão nos 31.000 pontos trazendo o “IBOV em US$” novamente pra baixo de 29.500; fechamento em 28.909
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Voltamos
Nos dias de hoje.....o rompimento de 26.500 após 3-4 anos, rapidamente levara o índice “IBOV em US$” até 31.000
A mini correção vista, após bater 31.000, sugeria q a “analogia” estudada aqui começara a se “auto-realizar”
Lá em 2015-2016, quando a faixa de 45.000 foi finalmente perdida, um repique rápido, um passeio por 3 meses em regiões próximas....e a última grande perna pra baixo até 37.000
E assim, logo na virada do ano, voltamos a nos debruçar o q estava diante de nossos olhos, a despeito da analogia trazer uma estabilidade do índice mais pra 3 meses do que pra 2 meses
Vamos ao parágrafo em azul....depois, voltamos
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Veio a mini correção em linha reta até a faixa de 28.300, o MACD-Diário cruzou na VENDA, e o índice começou a bater 2,3,4 vezes em 28.300
Passamos a desenhar a LTA-8 meses, novamente destacada abaixo, e o índice começou a novamente quicar sobre ela
Na últimas 2 semanas, o “IBOV em US$” voltou a subir, 1,9% na penúltima semana, e, na última, 2,8%, o suficiente pra fazer o MACD-Diário cruzar na COMPRA, retângulo azul
“IBOV em US$” fechou a 6ª f em 30.434, alta de 0,6%
Temos, ao longo de 2025, outros 4 cruzamentos do MACD-Diário na COMPRA, marcados nos retângulos verdes, que produziram boas-ótimas pernas de alta
O índice volta a testar a encostar em 31.000...
Temos a LTA-8 meses passando hoje na faixa de 29.200, o que pode, ainda, trazer o índice a, novamente, passear sobre ela, e continuar refrescando IFR14 diário dele, e de vários outros papéis
A força-pressão compradora permanece na virada do ano, inclusive, com uma nova “cara” do MACD-Diário
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Voltamos....
A espetacular perna de alta vista na última semana de 10,2% para o “IBOV em US$” confirma a analogia com 2015-2016
O rompimento de 26.500 equivale a perda daquele 45.000 de 2015
A ida a 31.000 do “IBOV em US$” e refresco mais abaixo por 2 meses na faixa de 28.300, foi exatamente a dinâmica daquela última grande perna de baixa; o IBOV, lá em 2015-2016, desceria rápido, após a perda dos 45.000, descansaria na faixa de 42.000, um repique em seguida, e a última violenta perna de baixa até 37.000
A perna de alta insana vista nos últimos dias até a máxima em 34.159 equivale aquela última perna de baixa insana
Vamos voltar novamente ao destaque do nosso parágrafo do dia 11-01-2026, em azul abaixo
Depois, voltamos
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Acima de 29.500, há praticamente um “buraco” até 39.000; o que temos, são algumas boas resistências como 31.000, 33.000, 37.500; intensidade de divergências baixistas de IFR14 diário-semanal e níveis de IFR14 diário-semanal, associados com padrões históricos, podem determinar os tamanhos das correções e mini-correções
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Voltamos...
Como dito, há praticamente um “buraco” até 39.000
O índice toca um IFR14 diário de 80, marcado no retângulo azul abaixo; na última mini correção até a LTA-8 meses, o índice chegou a tocar um IFR14 diário de 81 (retângulo vermelho), corrigiu pouco, fez nova máxima, pra, aí, produzir uma divergência baixista de IFR14 diário
Poderemos ver algo semelhante nos próximos dias até q o “IBOV em US$” cumpra a ida até a faixa de 39.000
A LTA-9 meses, novamente destacada abaixo, e passando na faixa de 29.800, passa a ser uma grande aliada
IBOV em US$, diário, escala log

Voltamos a colocar abaixo a cunha rompida e destacada aqui em 14-09-2025 ( Clique aqui pra ver )

Se eu entendi bem, Márcio, o IBOV em dólar já chegou numa região de alvo de curto prazo (33 mil pontos). Agora, ele deve corrigir pra tomar fôlego e tentar subir até os 39k. É isso? Se for, alguma estimativa de quanto será a correção? Obrigado e um abraço.
Márcio,
Boa tarde!
Primeiramente obrigado por compartilhar seus estudos.
Esclarece um ponto que não ficou claro para mim ou eu não consegui interpretar.
Ibovespa chegando nos 39.000 pontos em dólar é esperado uma correção, correto? Até quantos pontos essa correção pode vim?